Última atualização: 30/03/2010
Apresentação
Em abril de 2010 faz trinta anos que o telescópio Perkin Elmer do OPD recebeu sua primeira luz. O OPD tornou-se rapidamente a ferramenta mais importante para a astronomia observacional brasileira. De fato, o observatório logo não era mais capaz de satisfazer a crescente demanda, o que levou à associação do Brasil aos consórcios SOAR e Gemini, e mais recentemente à colaboração com o CFHT.
1. Apesar de constantes investimentos na infraestrutura observacional do OPD, o acesso dos astrônomos brasileiros a maiores e mais modernos observatórios fez com que sua importância diminuisse nos últimos anos. Houve uma queda de demanda e na produtividade científica. Entretanto, o LNA está convicto de que o OPD ainda tem um papel importante na astronomia brasileira. Necessita-se, porém, de uma reflexão profunda sobre as medidas necessárias para manter o OPD competitivo, o que inclui instrumentação mais moderna, novas modalidades operacionais, e a identificação de nichos a serrem explorados no futuro. O LNA considera imprescindível a forte participação de toda a comunidade de usuários nessa discussão sobre o futuro do OPD.
2. O Observatório Gemini vai entrar em uma nova fase da sua existência: O atual contrato entre os parceiros vence no final de 2012. É previsto que se faça uma emenda ao contrato, com vigência até 2015, prorrogando, desta forma, o contrato atual, sendo que os sócios desde já começam a negociar um novo contrato, que poderá ser bem diferente do contrato atual, para os anos após 2015. Um fato complicador nesse contexto é a alta probabilidade (ainda falta uma decisão formal) do Reino Unido sair do consórcio já em 2012. Nessa situação a comunidade astronômica brasileira precisa discutir o seu papel no Gemini após 2012 e após 2015.
3. O Telescópio SOAR ainda se encontra na fase de aprimoramento. Medidas para melhorar o desempenho do telescópio encontram-se em andamento. Com as recentes melhorias do desempenho do espectrógrafo Goodman, o início de observações rotineiras da Câmara Spartan e o comissiomento do SIFS em andamento, a primeira geração do instrumentos está se completando. Instrumentos da segunda geração, como o BTFI, o SAM e o STELES não irão demorrar para chegar ao SOAR. Vale a pena, portanto, que a comunidade astronômica brasileira busque formas para o melhor uso do SOAR.
4. O Ministério da Ciência e Tecnologia instaurou a Comissão Especial de Astronomia - CEA para elaborar a proposta de um Plano Nacional de Astronomia - PNA. Os observatórios gerenciados pelo LNA representam uma parte fundamental da infraestrutura para pesquisa astronômica no país e, portanto, deverão ser contemplados no PNA. A CEA precisa de subsídios da comunidade para inserir, no PNA, o OPD, o SOAR e o Gemini, considerando o contexto geral da astronomia brasileira.
Para promover uma discussão abrangente sobre os tópicos acima enumerados, o LNA convida a comunidade astronômica brasileira para participar de um Workshop, a ser realizado nos dias 8, 9 e 10 de março de 2010 no Hotel Orotur em Campos de Jordão, SP.
No foco das deliberações estarão os aspectos operacionais, instrumentais e políticos do OPD, Gemini e SOAR. Desta forma, a maior parte da programação é composta por palestras convidadas sobre esses assuntos e mesas redondas, sendo que a ciência realizada com os observatórios terá seu lugar no Workshop na forma de algumas palestras convidadas e de paineis.
Para que o Workshop possa atingir seu objetivo, é fundamental uma ampla participação da comunidade astronômica!
Inscrevam-se!!!!
Comitê Científico (SOC)
Albert Bruch LNA/MCT
Horacio A. Dottori IF/UFRGS
Laerte Sodré Jr. IAG/USP
João Evangelista Steiner IAG/USP
Marcio Maia ON/MCT
Maximiliano Faundez-Abans LNA/MCT
Raymundo Batista UFSC
Tania P. Dominici LNA/MCT
Comitê Local (LOC)
Albert Bruch LNA/MCT
Alberto Rodriguez-Ardila LNA/MCT
Bruno V. Castilho LNA/MCT
Iranderly F. Fernandes LNA/MCT
Marilia J. Sartori LNA/MCT
Tania P. Dominici LNA/MCT